É coisa nossa: David Ralitera da Fazenda Santa Adelaide

Os caminhos que a vida nos proporciona, as escolhas… Tudo só depende de nós. Do que adianta ficar sentado atrás da tela de um computador, reclamando do trabalho ou acordar de mau humor só por ter que encarar o trânsito?

Algumas vezes somos nós mesmos, senhores do nosso destino, e só depende de nós as escolhas para uma vida mais feliz, e melhor.

Foi assim que David Ralitera, ex diretor de uma super agência de propaganda largou o paletó, calçou as botinas e foi ser produtor rural. O melhor de tudo? Produtor rural de produtos ORGÂNICOS! Melhor ainda? Ele desenvolveu uma logística que entrega cestas fartas, com produtos recém colhidos na porta da sua casa.

Quer saber mais? Vem conferir a entrevista que o David cedeu para o Essência, para o É coisa nossa, em uma visita deliciosa à fazenda Santa Adelaide!  

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David Ralitera trocou a França pelo Brasil para se dedicar à agricultura orgânica. Sorte a nossa!

Oi David! Conta um pouquinho sobre você. Quem é, de onde veio… para onde vai! Quem é o David?

Sou francês, morando no Brasil desde de 2006, pai de 3 filhas lindas e hoje produtor rural da Fazenda Santa Adelaide.

Você era diretor de publicidade em uma grande empresa. Quando acendeu a vontade de largar tudo e se dedicar a um negócio próprio, especialmente uma fazenda de orgânicos? E como foi deixar a profissão para se tornar um empreendedor?

Final de 2012, decidi me desligar do ramo da propaganda, para ir atrás de um projeto que tinha desenvolvido desde de 2011.

Me tornar empreendedor/produtor rural, foi uma mudança bem radical em todos os sentidos. Precisava rever tudo na minha vida.

Acho que o termo orgânico ainda não é muito bem explicado ou compreendido. O que é um produto orgânico e o que o torna melhor do que os produtos “comuns”?

Produto orgânico deve respeitar 3 pilares: transparência, rastreabilidade e sustentabilidade. É diferente, pois respeita as estações, o meio ambiente e a cadeia social.

Confira as fotos da visita do Essência à fazenda Santa Adelaide. 

Quais as maiores dificuldades, mas principalmente, quais os maiores benefícios em empreender no ramo dos produtos orgânicos?

As maiores dificuldades são: pouco entendimento do mercado em relação a cadeia de valor de um produto orgânico, acesso difícil as linhas de credito e falta de economia de escala no âmbito da distribuição.

Você produz alguns produtos esquecidos e desconhecidos pelos brasileiros – como a cenoura roxa e o tomate coração de boi, fora a ora-pro-nobis, que antes era encontrada no quintal das casas, em um canto qualquer. Como é a aceitação desses produtos?

Esses legumes geram um mix de curiosidade e de encanto, principalmente aos cozinheiro(a)s que já tinham visto num outro país.

Hoje nosso novo desafio sao as PANCS.

Você tem algum produto xodó que gosta de plantar, cultivar… ou até uma variedade que foi super difícil de começar o cultivo?

No inverno, gosto muito de plantar inúmeras de variedades esquecidas de raízes, no verão trabalhamos mais as abobrinhas, berinjelas e quiabo (roxo).

Hoje você atende restaurantes e residências com a entrega de cestas. Como começou essa ideia de enviar as cestas para residências – o que para o paulistano é super prático e cômodo. É mais fácil que o produtor procure e chegue até o consumidor – já que a concorrência com a praticidade dos produtos de supermercados pode ser desleal para o pequeno produtor?

Desde do início o intuito era dividir com os clientes o conceito “from farm  to table”. Hoje creio que este conceito esta sendo bem aceito e prestigiado.

O mercado de produtos orgânicos está crescendo no Brasil, é uma realidade ou ainda está engatinhando com grandes dificuldades?

É uma realidade sim, mas considerando apenas alguns mercados (SP, RJ, POA, Brasilia, Curitiba). As demais regiões não tenho muita informação…

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As músicas que representam a essência do David? Vem conhecer! Clique aqui.

A distância da fazenda à cidade de São Paulo é um empecilho para a compra dos produtos. Por essa razão você tem que se deslocar continuamente para a cidade, vários dias da semana, para a realização das entregas e feiras. Você acredita que algum dia serão as pessoas a irem até você? Você acha que isso é possível mediante a mentalidade do brasileiro sobre o pequeno produtor e a agricultura orgânica?

O sonho seria isso, abrir uma vez por semana as portas da fazenda para que as pessoas venham buscar seus legumes. Isso já é praxe em vários países europeus e nos Estados Unidos.

Hoje já tem muita procura para vir visitar nossa horta, acredito que seja um  bom inicio!

A fazenda está aberta a visitações, certo? Você oferece almoço, faz visita guiada? Como funciona para quem se interessar em conhecer a Santa Adelaide? Para quem ligar, escrever – como encontrar maiores informações?

Sim. A proposta é muito simples: proporcionar uma experiência de um dia na horta. Basta juntar um grupo de pelo menos 10 pessoas, escrever para a fazenda e marcar uma data.

Quem quiser encomendar as cestas, ou comprar os produtos diretamente na banca da Santa Adelaide – onde encontrar?

Pelo email: santa.adelaide.organicos@gmail.com e informar o endereço para ter certeza que posso atender.

Também temos uma barraca aos sábados na feira orgânica do Ibirapuera, na Rua Curitiba, 292 e estamos no Eataly, na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1489.

Nossa página no facebook: /fazenda.santaadelaideorganicos e no instagram: @santa_adelaide_organicos

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